Do calor que me envolve, só aprecio a cor. O brilho quente
existente tanto no ensolarado quanto no nublado ou chuvoso.
No calor o tempo pára. O ar em blocos me sufoca. Enquanto o
espírito do país se alegra com a sensualidade do momento, meu
corpo o repele.
As atividades mais nojentas do corpo tornam-se incabíveis. O
tecido mais leve parece uma camisa de força; a água que
escorre na pele só molha. Enquanto no frio tudo é triste,
no calor tudo é morto. O contato humano é insuportável.
Ficamos sós e quentes. O ardor é nosso algoz.
Antes eu não via problema em ir para o inferno. Nem agora o
vejo. Vou para o inferno contanto que não seja no verão.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
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