Depois que terminei meu desabafo e assumi que me apaixonei outra vez, pensei que havia te superado.
Finalizei meu texto, fui fazer outras coisas por aqui, sempre seguro de que não veria seu nome ou sua sombra em qualquer lugar. Por alguns minutos realmente pensei que era possível sim superar e esquecer das pessoas que mais amamos um dia, mas li seu nome sem querer.
Acho que posso ser feliz sim, mas te esquecer, te superar, é impossível. Relacionamentos não são superados. Amores não são esquecidos.
E será que alguém realmente quer que isso aconteça? Se superássemos ou esquecessemos, voltaríamos ao estágio anterior e qual é a graça em não avançar?!
Não ligo mais se depois da intensidade vier a dor. Ambas só me fazem viver mais e não falo de quantidade, falo de qualidade. Ninguém nasceu para viver no marasmo, na calmaria... Só quem escolhe ser assim é que vive uma vida pacata, normal, sem sal e acomodada. Felizmente não são os acomodados que fazem o mundo, então viver intensamente é muito mais interessante e gratificante.
Os acomodados têm medo de viver.
There's nothing left to say.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Respostas?!
Lembrei do nosso primeiro beijo. Não durou nem dois segundos, mas cada milésimo teve o mesmo potencial destrutivo que faíscas em tanques de gasolina. O que nós criamos aquela noite foi muito forte, mas não por muito tempo.
Sinceramente, eu não mudaria nada. Senti todos os pedacinhos dos momentos felizes que tivemos, dos momentos tristes e de toda a dor que eu senti depois. Tem gente que não gostaria de viver o que vivemos, porque nosso fim sempre foi óbvio. Nós começamos sabendo que terminaríamos logo. Começamos sabendo que tínhamos um prazo de validade, mas prolongamos a data ao máximo que conseguimos.
Todos sabiam disso. Eles e nós. Todos sabiam que quando o fim chegasse, sofreríamos muito. Nós sofremos e eles sofreram junto, cresceram junto e morreram junto. Por isso eu não mudaria nada.
Quando tudo desabou, sofri tanto que até fugi. Vim parar aqui, bem longe de qualquer possibilidade de ouvir o que você tem feito ou com quem tem se envolvido. Bem longe, mas eu não mudaria nada. Eu nunca me arrependi.
Eu havia sofrido mil vezes antes. Não entendia como essa última vez doía mais do que todas as outras juntas e nem como parecia que eu iria morrer. A dor conseguiu me afastar de tudo, até de mim. Pensei que eu nunca mais teria minha ingenuidade de novo e que por isso, nunca mais me apaixonaria. Pensei que nunca mais me empolgaria com tudo o que eu mais gostava de fazer antes de te conhecer e fugi.
Minha primeira semana por aqui foi um caos. Comecei a segunda semana sem forças, achei que me mudar já seria o bastante para recomeçar, mas depois dos primeiros dias, pensei que tivesse errado. Que as coisas realmente não acontecem assim e me senti muito covarde por ter fugido.
Ainda na segunda semana, mais precisamente no segundo dia, descobri que eu não era covarde em fugir. Só fui buscar uma vida nova, mais conhecimento, mais amadurecimento. Seria muito mais covarde ter ficado. De lá pra cá, um mês se passou. Nesse tempo todo voltei a sentir amor por tudo, minha curiosidade voltou, meus talentos renasceram e eu cresci bastante.
A última coisa que faltava era me apaixonar. Depois de tudo, pensei que seria impossível pensar em outra pessoa, mas já fazem alguns dias que só tenho feito isso. Ontem descobri, mais uma vez, que é possível se apaixonar de novo sim.
Que vontade de sair na rua gritando que me apaixonei de novo. Eu gostaria muito que todas as pessoas se sentissem como me sinto agora.
Renasci.
(continua...)
Sinceramente, eu não mudaria nada. Senti todos os pedacinhos dos momentos felizes que tivemos, dos momentos tristes e de toda a dor que eu senti depois. Tem gente que não gostaria de viver o que vivemos, porque nosso fim sempre foi óbvio. Nós começamos sabendo que terminaríamos logo. Começamos sabendo que tínhamos um prazo de validade, mas prolongamos a data ao máximo que conseguimos.
Todos sabiam disso. Eles e nós. Todos sabiam que quando o fim chegasse, sofreríamos muito. Nós sofremos e eles sofreram junto, cresceram junto e morreram junto. Por isso eu não mudaria nada.
Quando tudo desabou, sofri tanto que até fugi. Vim parar aqui, bem longe de qualquer possibilidade de ouvir o que você tem feito ou com quem tem se envolvido. Bem longe, mas eu não mudaria nada. Eu nunca me arrependi.
Eu havia sofrido mil vezes antes. Não entendia como essa última vez doía mais do que todas as outras juntas e nem como parecia que eu iria morrer. A dor conseguiu me afastar de tudo, até de mim. Pensei que eu nunca mais teria minha ingenuidade de novo e que por isso, nunca mais me apaixonaria. Pensei que nunca mais me empolgaria com tudo o que eu mais gostava de fazer antes de te conhecer e fugi.
Minha primeira semana por aqui foi um caos. Comecei a segunda semana sem forças, achei que me mudar já seria o bastante para recomeçar, mas depois dos primeiros dias, pensei que tivesse errado. Que as coisas realmente não acontecem assim e me senti muito covarde por ter fugido.
Ainda na segunda semana, mais precisamente no segundo dia, descobri que eu não era covarde em fugir. Só fui buscar uma vida nova, mais conhecimento, mais amadurecimento. Seria muito mais covarde ter ficado. De lá pra cá, um mês se passou. Nesse tempo todo voltei a sentir amor por tudo, minha curiosidade voltou, meus talentos renasceram e eu cresci bastante.
A última coisa que faltava era me apaixonar. Depois de tudo, pensei que seria impossível pensar em outra pessoa, mas já fazem alguns dias que só tenho feito isso. Ontem descobri, mais uma vez, que é possível se apaixonar de novo sim.
Que vontade de sair na rua gritando que me apaixonei de novo. Eu gostaria muito que todas as pessoas se sentissem como me sinto agora.
Renasci.
(continua...)
quinta-feira, 4 de março de 2010
Respostas?
Será possível responder perguntas com perguntas mais difíceis de se responder?
Frequentemente escuto conversas em que as pessoas negam a existência do amor. Certamente quem pensa isso não poderia responder uma pergunta muito mais complexa, que me assombra todos os dias: É possível NÃO se apaixonar?
Minha pergunta não nega a existência do amor, como a pergunta das pessoas de quem falei. Na realidade procuro uma resposta que me mostre até onde vai o amor, a paixão e os demais sentimentos semelhantes que ainda não tiveram seus nomes estabelecidos. Eu quero saber DO FIM. Não aguento mais acordar todos os dias, me apaixonar por qualquer pessoa e não ser correspondido.
Quero saber do fim, porque é óbvio que ninguém é como eu. Então me soa bastante impossível eu me apaixonar por alguém em alguns minutos e esse alguém se apaixonar junto.
Percebi que, de certa forma, respondi algumas perguntas com essa minha dúvida. Se quero saber até onde vai o amor, significa que ele existe sim e que é possível se apaixonar de novo, mesmo com medo e mesmo não querendo.
Eu poderia lhes dizer o que é o amor. A maior dúvida de todo mundo é essa, não é? Infelizmente só posso contar a vocês que não é possível definir o amor, mas é possível definir como se ama. Cada pessoa sabe seu jeito de amar. Quem não sabe, ainda não descobriu o que é, mas vai descobrir.
O amor tem mil formas, mil jeitos, mil intensidades. Depende de quem ama. Posso dizer que a única característica comum ao amor que todo mundo tem, é a de que sentí-lo é algo inevitável.
Ter medo de sentir o amor, na intensidade que for, é algo que se sustenta por algum tempo sim. O medo afunda o amor como a força de duas mãos afundando uma bola em uma piscina. Até certo ponto é possível deixar a bola submersa, mas a pressão é tamanha que após um tempo, a bola força sua subida. Dá sim para segurar essa pressão no peito, mas por pouco tempo. Não adianta forçar a barra. No final, o amor vence sempre.
(Continua...)
Frequentemente escuto conversas em que as pessoas negam a existência do amor. Certamente quem pensa isso não poderia responder uma pergunta muito mais complexa, que me assombra todos os dias: É possível NÃO se apaixonar?
Minha pergunta não nega a existência do amor, como a pergunta das pessoas de quem falei. Na realidade procuro uma resposta que me mostre até onde vai o amor, a paixão e os demais sentimentos semelhantes que ainda não tiveram seus nomes estabelecidos. Eu quero saber DO FIM. Não aguento mais acordar todos os dias, me apaixonar por qualquer pessoa e não ser correspondido.
Quero saber do fim, porque é óbvio que ninguém é como eu. Então me soa bastante impossível eu me apaixonar por alguém em alguns minutos e esse alguém se apaixonar junto.
Percebi que, de certa forma, respondi algumas perguntas com essa minha dúvida. Se quero saber até onde vai o amor, significa que ele existe sim e que é possível se apaixonar de novo, mesmo com medo e mesmo não querendo.
Eu poderia lhes dizer o que é o amor. A maior dúvida de todo mundo é essa, não é? Infelizmente só posso contar a vocês que não é possível definir o amor, mas é possível definir como se ama. Cada pessoa sabe seu jeito de amar. Quem não sabe, ainda não descobriu o que é, mas vai descobrir.
O amor tem mil formas, mil jeitos, mil intensidades. Depende de quem ama. Posso dizer que a única característica comum ao amor que todo mundo tem, é a de que sentí-lo é algo inevitável.
Ter medo de sentir o amor, na intensidade que for, é algo que se sustenta por algum tempo sim. O medo afunda o amor como a força de duas mãos afundando uma bola em uma piscina. Até certo ponto é possível deixar a bola submersa, mas a pressão é tamanha que após um tempo, a bola força sua subida. Dá sim para segurar essa pressão no peito, mas por pouco tempo. Não adianta forçar a barra. No final, o amor vence sempre.
(Continua...)
quarta-feira, 3 de março de 2010
Quantas perguntas foram feitas...
Eu poderia responder todas do meu jeito, sem dar nada para que as pessoas pudessem tentar interpretar sabendo mais ou menos o jeito que penso. Acho que eu deveria fazer um resumo do meu jeito de pensar, ou melhor, do meu MAIOR medo.
De certa forma são nossos medos que moldam nossas respostas para todas as perguntas sentimentais que fazemos, então me parece que "interromper" as respostas com essa "introdução" seria muito interessante.
Vou inventar um personagem. Leiam as perguntas de novo, na visão desse personagem que vou criar só pra me acobertar... Senão meus contos vão parecer posts de um blog bem pessoal meu.
Meu nome, meu nome não importa. Só minha idade importa, mas não ela de verdade, só uma idéia dela é o bastante. Só vivi pouco mais de duas décadas, não envelheci ainda.
De qualquer forma, gosto de escrever e acho que posso ajudar as pessoas falando sobre as coisas que eu aprendi até hoje.
O que mais me assusta não é me abrir, não é me expor. É envelhecer. Me pergunto o que vai acontecer quando eu tiver idade o bastante para não viver mais e já tiver contado TODAS as minhas histórias.
Tenho muito medo de que, apesar de tudo, eu seja uma pessoa fácil de se esquecer. As vezes eu queria ser "eterno" como os grandes escritores, pensadores e afins... Mas sei que falta muito chão para eu chegar a isso, ainda erro muitas coisas escrevendo e vivendo também. Talvez o chão que falte não chegue nunca pra mim e por isso seja fácil me esquecer.
Se for fácil desse jeito, acho que quando eu chegar na idade que tenho medo, as pessoas já não se lembrarão de mim.
Maior medo que esse só um que me come todos os dias. E se até as pessoas que eu mais amei e que eu mais vou me lembrar, me esquecerem?
Não sei nem se ainda amo essas pessoas de tão grande que é meu medo.
E é por isso que me faço aquelas perguntas. As vezes acho que não posso esquecer, mas as pessoas podem. Então eu também posso.
Me pergunto se eu conseguiria me esquecer, se já me esqueci, se é possível que qualquer um se esqueça...
"É mesmo possível superar alguém?
O que é SUPERAR uma pessoa?
Uma pessoa pode se esquecer de outra pessoa?"
É por isso que me pergunto...
Eu poderia responder todas do meu jeito, sem dar nada para que as pessoas pudessem tentar interpretar sabendo mais ou menos o jeito que penso. Acho que eu deveria fazer um resumo do meu jeito de pensar, ou melhor, do meu MAIOR medo.
De certa forma são nossos medos que moldam nossas respostas para todas as perguntas sentimentais que fazemos, então me parece que "interromper" as respostas com essa "introdução" seria muito interessante.
Vou inventar um personagem. Leiam as perguntas de novo, na visão desse personagem que vou criar só pra me acobertar... Senão meus contos vão parecer posts de um blog bem pessoal meu.
Meu nome, meu nome não importa. Só minha idade importa, mas não ela de verdade, só uma idéia dela é o bastante. Só vivi pouco mais de duas décadas, não envelheci ainda.
De qualquer forma, gosto de escrever e acho que posso ajudar as pessoas falando sobre as coisas que eu aprendi até hoje.
O que mais me assusta não é me abrir, não é me expor. É envelhecer. Me pergunto o que vai acontecer quando eu tiver idade o bastante para não viver mais e já tiver contado TODAS as minhas histórias.
Tenho muito medo de que, apesar de tudo, eu seja uma pessoa fácil de se esquecer. As vezes eu queria ser "eterno" como os grandes escritores, pensadores e afins... Mas sei que falta muito chão para eu chegar a isso, ainda erro muitas coisas escrevendo e vivendo também. Talvez o chão que falte não chegue nunca pra mim e por isso seja fácil me esquecer.
Se for fácil desse jeito, acho que quando eu chegar na idade que tenho medo, as pessoas já não se lembrarão de mim.
Maior medo que esse só um que me come todos os dias. E se até as pessoas que eu mais amei e que eu mais vou me lembrar, me esquecerem?
Não sei nem se ainda amo essas pessoas de tão grande que é meu medo.
E é por isso que me faço aquelas perguntas. As vezes acho que não posso esquecer, mas as pessoas podem. Então eu também posso.
Me pergunto se eu conseguiria me esquecer, se já me esqueci, se é possível que qualquer um se esqueça...
"É mesmo possível superar alguém?
O que é SUPERAR uma pessoa?
Uma pessoa pode se esquecer de outra pessoa?"
É por isso que me pergunto...
segunda-feira, 1 de março de 2010
Perguntas
É mesmo possível superar alguém?
O que é SUPERAR uma pessoa?
O que acontece para que uma pessoa chame outra de "passado"?
O que acontece para que alguém tenha medo de se apaixonar?
Como uma pessoa cria, a partir de seus medos, força de vontade o bastante para não se apaixonar outra vez?
É possível se apaixonar de novo, mesmo não querendo?
Existe cura para a dor?
Uma pessoa pode se esquecer de outra pessoa?
O AMOR existe mesmo?
Almas gêmeas são sempre pareadas?
Cara metade existe?
Posso responder cada pergunta dessas sozinha, mas mesmo assim as respostas nunca serão completas.Cada um sente e interpreta essas perguntas de uma forma, cada um tem suas respostas também.
Se eu juntasse todas as respostas, de todo mundo, acho que conseguiria entender tudo isso perfeitamente.
(Continua...)
O que é SUPERAR uma pessoa?
O que acontece para que uma pessoa chame outra de "passado"?
O que acontece para que alguém tenha medo de se apaixonar?
Como uma pessoa cria, a partir de seus medos, força de vontade o bastante para não se apaixonar outra vez?
É possível se apaixonar de novo, mesmo não querendo?
Existe cura para a dor?
Uma pessoa pode se esquecer de outra pessoa?
O AMOR existe mesmo?
Almas gêmeas são sempre pareadas?
Cara metade existe?
Posso responder cada pergunta dessas sozinha, mas mesmo assim as respostas nunca serão completas.Cada um sente e interpreta essas perguntas de uma forma, cada um tem suas respostas também.
Se eu juntasse todas as respostas, de todo mundo, acho que conseguiria entender tudo isso perfeitamente.
(Continua...)
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