Olhou-me e tudo que pude sentir foi o peso dos meus pecados.
Ainda podemos ser amigos?, perguntei ironicamente.
Já ciente de que não ouviria resposta, me virei e continuei andando, e senti seus braços ao meu redor. Não falou nada, foram-se algumas segundos naquele corredor de supermercado até receber o convite. Vamos para casa?, ele disse.
Acordei ao lado dele, as suas mãos em meu ombro e um sorriso de prazer estampado em nossos corpos nus.
Me levantei sem ele notar, e enquanto preparava o café, meu celular brilhou com a mensagem. Era ela.
Me vesti e não bebi o café. Ele iria precisar.
Precisava me confessar. Que espécie de homem faria algo daquele tipo? O prazer que era a visita aquela igreja humilde ao lado de minha casa era impagável e muito além do usual. A freira como sempre, me esperava ao lado do altar, o padre não havia chegado.
Levou-me até a sala do confessionário, ela foi minha, carne, sangue e pão naqueles sagrados 5 minutos. Outro sms, "te amo" dizia.
Me confessei, não totalmente é claro. Uma vida dupla, sexualidade dupla mas um único pecado: luxúria.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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