terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quelônios I

Suou frio, ainda havia tempo de chegar a tempo, entregar o buquê de flores que ele não lembrava o nome, dizer que havia se perdido, não, que havia ficado preso no trânsito, seria uma boa se tivesse um carro. Sorriu, iria dizer que o ônibus quebrou, o calor desses dias, nem os ônibus aguentam concordando consigo mesmo. Apressadamente abriu a porta, destrancada, para dar-se de encontro com uma cena no mínimo incomum, dúzias de tartarugas enchiam a sala em pequenos exércitos que se moviam em slow motion.
Foi saudado pela mulher, beijou-a e entregou as flores, mas não antes de perguntar incrédulo o que acontecia ''elas iam ser mortas dé, eu tive que trazer elas pra cá, o centro de animais fechou'', ele já namorara mulheres estranhas, até uma que frequentava cultos de bruxaria mas aquela cena bizarra desperatara nele simplesmente o riso, o puro riso animal, que após alguns segundos era ouvido e proferido só por ele e pelos quielônios avantajados que lentamente dominavam a sala e a cozinha, ela encabulada e perguntando o por que das risadas ouviu o seco ''você é louca? Vai fazer o que com isso?'' Ela respondeu sem exitar que cuidaria delas, e que traria a midia a esse escândalo e ofensa à mãe natureza, ele se segurava para não rir enquanto 3 tartarugas troncudas derrubavam o centro de mesa da sala ao fundo da cena, ela era louca, só podia ser. 72 tartarugas disse ela.
...Continua...

2 comentários:

  1. wat
    continua mesmo?

    às vezes eu acho que seus contos são baseados em sonhos ou em viagens de LSD. e isso não é uma crítica.

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  2. às vezes eu acho que seus contos são baseados em sonhos ou em viagens de LSD. e isso não é uma crítica. [2]

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