domingo, 22 de novembro de 2009

Comédia romântica

O aroma de café da minha mesa, tem o sentido mais óbvio, me deixar acordado. Algumas pessoas não conseguem dormir, tem insônia, eu queria poder viver acordado, escapar desse tormento que me persegue, pelo menos acordado eu consigo evitar meus pensamentos.
O sonho se repete, e a agonia também, eu achava que tinha honra. Agora sei que sou mais humano do que me imaginava, infelizmente. Mas já são 7 da manhã, e o trabalho me espera, meu salário também, os devaneios cesam na mesa do bar e recomeçam com a primeira tragada de whisky aparentemente a única coisa boa que meu salário me proporciona, escolho uma das dançarinas e acordo com o mesmo sonho, e com uma mesma estranha, sozinho.
O suor frio escoria no meu rosto, e eu me perguntei mesmo que por fração de segundo se minha vida valia o tormento, a resposta óbvia, era não. Mas meu lado humano, sádico, riu do autoflagelamento, escovou os dentes e saiu para o trabalho. Recebi um sms, um convite para uma festa, dentre tudo aquilo que me dava prazer no momento, uma festa à fantasia não estava nem perto do top 10, mas o convite viera nada mais, nada menos, que dela.
Comprei um terno novo, vesti a mascara que de falsa, era menos que meu rosto e lá estava ela, acenou, beijei-a no rosto e dançamos.Ela me abraçava,até que agarrou meu pescoço, fechou os olhos e beijou-me e eu desejei que aquilo fosse um sonho, levou-me para um quarto, tive a melhor noite em tempos da minha vida.Quem acordou sozinho, pelo menos na cama, foi ela, o sol não nasceu na janela, meu corpo enforcado impedia o sol.

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