Chovia, é a unica coisa que eu consigo lembrar daquela noite que não tenha sido causado ou que não seja uma consequencia da presença dela. Ela usava um vestido branco de alças simples, que acabava na altura dos joelhos, e estava com seus pés descalços. Eu beijava o pescoço dela na varanda enquanto minhas mãos seguravam sua cintura. Quando a chuva parou, uma alça do seu vestido já descia pelo braço. Fomos para o sofa. Ela sentou por cima de minhas pernas enquanto eu estudava o decote de seu vestido. Ela já estava semi-nua agora e eu sentia cada centímetro do corpo dela, seus longos cabelos macios, seus labios vermelhos, os seios redondos e as pernas compridas e torneadas. Por um momento eu relembrei todo o tempo que levamos para chegar até aqui, os meses de enrolação sem saber ao certo o que queriamos, e mais importante se queriamos a mesma coisa. Toda a demora para finalmente estarmos juntos e então o que pareceu a parte mais longa, a espera de finalmente estarmos juntos e a sós. Eventualmente aconteceu, na verdade está acontecendo, mas pareceu demorar para sempre. Nunca havia um lugar em que pudessemos ficar juntos sem que alguém aparecesse. Mas esses pensamentos foram interrompidos bruscamente pelo fato de um par de coxas perfeitas estarem a cinco centimetros do meu rosto e quando finalmente as toquei, já não pensava mais nada. Agora estamos no quarto, e não existe mais nada que separe nos dois, pessoas, paredes ou roupas. Finalmente
podemos ser um e ao pensar nisso beijei-a no único lugar que faltava. Sua boca.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
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