segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Espelho da liberdade
Eu andava pela rua, era noite. De tarde tinha chovido, mas agora já não chovia, haviam pequenas poças de água pela rua. Enquanto descia a rua eu cruzei com um vira-lata, não era um cachorro feio, era definitivamente um cachorro de rua, isso podia-se dizer só de olhar pra ele, mas um dia com certeza pertenceu a alguém, e então o cachorro virou um inconveniente e um dia "acidentalmente" o portão ficou aberto e ele fugiu. Mas de quem era o cachorro não muda em nada o que eu quero dizer. Eu descia a rua e ele subia, uns dois metros na minha frente ele parou e começou a mijar. Ele simplesmente se abaixou e mijou. E o mijo dele virou uma poça que se misturou com as poças de chuva, tudo isso dando um volume razoável para uma nova poça. E quando eu passei pelo vira-lata eu percebi que ele não tinha reparado que eu estava por perto, e continuou não ligando para nenhum presença exterior. Ele fazia o que tinha vontade, na hora em que tinha vontade. Nunca na vida tinha invejado tanto um vira-lata.
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