domingo, 20 de setembro de 2009
Fogo
O fogo da cana no homem. Lúcio estava embriagado, seu rosto estava vermelho como se estivesse em chamas. Cambaleava para andar e sua fala estava enrolada. Francisco estava com Maria perto do canavial. Lúcio amava Maria, Francisco sabia disso e por isso odiava Lúcio com todo o seu coração. Francisco e Maria se conheciam há anos, e se casariam no próximo verão, herdariam todas as terras à leste do rio. Lúcio sabia que naquela noite o casal estaria perto do canavial, e depois de "tomar coragem" foi para lá, ele começou um incêndio. Era o fogo do homem na cana. Francisco queimava, devia sentir dor como nunca sentira antes. Lúcio queimava, não devia sentir nada, havia desmaido antes do fogo começar a se descontrolar. Maria estava viva e via o seu amor queimar. Queimava, ardia e não podia ser apagado. Era a chama da vida, sendo consumida pela chama do ódio. Ela correu para o canavial e nunca mais foi vista. Era o fogo do amor.
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