quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus ano velho

Os fogos de artifício irritavam seu cachorro, que assustado escondeu-se sob o sofá onde o dono se sentava. O copo de whisky dava lugar ao de champagne, e a solidão à familia. Não estava mais sóbrio e tudo que podia pensar era como aquela festa ao lado de sua casa atrapalhou seus estudos, ele estava bêbado, mas isso não o impedia de querer estudar na virada do ano, impedia? Pelo menos não totalmente.
Faltavam dois dias para a última prova que ele teria que enfrentar na vida, se deus, Buda ou Alá quisessem. Sua mente não raciocinava direito há mais de uma semana, mas com o álcool e toda ocasião importante isso não parecia importar-lhe, terminou todos os exercícios que tinha prometido a si mesmo terminar e largara-se sobre o sofá que seu cachorro procurara abrigo. O tempo rastejava pelo relógio de pulso e o ano e aquela alegria que não o contagiava recusavam-se ao término.
Abriu mais uma garrafa de whisky e vencido pela comoção alheia abriu as cortinas de sua sala, bêbado, sozinho, digo, acomponhado pelo seu fiel companheiro, mas sem compainha humana e apreciou aquele fim de ano que por mais depressivo que sôe na história tinha sido um bom ano, não melhor que o próximo, caso ele passase, mas um bom ano sem dúvida. Feliz ano novo!

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