quarta-feira, 1 de julho de 2009

foda

Maldito celular que não toca. Uma barrinha de bateria. E aquela vaca não liga. Fiquei a semana inteira cortejando, pra ter uma foda decente hoje, e nada dela. Contas pra pagar, aquela puta da minha ex me enchendo o saco com pensão. O escroto do meu chefe que só porque tem câncer de próstata acha que pode foder com a vida de todo mundo. E eu aqui, só querendo sexo. Liga logo, porra.

Cinco semanas que ela entrou no escritório, no melhor estilo estagiária gostosa, e todo mundo babando. Fiquei na minha. Nessa época minha punheta diária dava pro gasto. Talvez isso a tenha feito vir até minha mesa, a indiferença. Sei lá. Veio toda carente, falando que tinha terminado com namorado. E na primeira carona que dei, já falou que queria me chupar. Achei estranho, aquilo estava mais pra roteiro de filme pornô do que pra vida real. Mas concordei, não tinha nada a perder. A semana inteira saindo pra tomar um chopp, comer alguma coisa. Tomar café, conversar. Todo aquele cortejo que se faz antes de foder alguém. A não ser que você pague pelo ato, claro. Tocou. Até que enfim. Oi. Tudo e você. Beleza, eu espero. É, vou esperar mais um pouco. Pelo menos ela é gostosa. Aquela vez na sala do café tá valendo a espera. Ela tem umas mãos grandes, o serviço foi bom. Ela chegou, finalmente. Deus existe.

Em motel é sacanagem. Tô sem grana. Não vou pagar por uma trepada que é pra ser de graça. Vamos pra minha casa. Ela já quer ir pro quarto. Ótimo, pelo menos não vou ter que abrir as últimas garrafas de cerveja. Sobram duas pra mim. Ela é mais rápida que eu pra tirar a roupa. Vai tirar a calcinha. Peraí, que merda é essa caindo no meio da perna dela? E esse gogó saltado? Eu que achava que essa voz grossa era de tanta porra que ela devia ter na garganta. Olhou pra mim. Deve ter gostado de ter me feito de otário. Só me faltava essa. Que se foda. Já tô aqui mesmo.

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