Não, a respota era não. Não havia motivo, não havia razão, só havia fé, e mais que tudo havia ódio. A cidade foi reduzida a ruinas, as pessoas são pouco mais que sombras. Não se diferencia mais mantos e faces.
Mohammed lutava em seu próprio jihad nas muralhas do que uma vez foi a cidade de seus antepasados. A diferença é que não se luta mais com espadas ou pedras, agora rifles de longo alcance e semi-automáticas que abrem os portões do Paraíso
Seu pai disse que ele não precisava morrer para manter um orgulho perdido antes mesmo dele nascer, mas Mohammed sentia esse orgulho. Sentia-o queimando em seus braços e correndo por sua veias e ese sangue pedia mais sangue, com a única condição que não fosse de nenhum conhecido.
Mas agora já faziam vários dias desde que a cidade começara a se esvaziar para sempre, as pessoas continuavam a sair e eles continuavam a chegar. Cada vez com mais armas, cada vez em maior número, cada vez com mais mortes.
Mohammed sabia que morreria, era procurado, já havia matado pessoas demais para continuar vivo, mas ninguem conseguia parar a sua guerra particular, nada no mundo impediria ele de morrer lutando.
Então ele finalmente teve sua chance.
Não via ninguém já a três dias, nem amigos nem inimigos, apenas mortos, corpos sem vida que seriam pó em algum tempo. Chegou a pensar que não havia mais pelo que lutar, o mundo inteiro já havia morrido e só ele continuava a lutar, ou ele havia morrido e ido para um outro mundo, uma piada infeliz depois de lutar pelo seu povo. Foi quando ele viu uma roda de pessoas que conversavam em uma estranha língua, era chegada a sua hora
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