Será possível responder perguntas com perguntas mais difíceis de se responder?
Frequentemente escuto conversas em que as pessoas negam a existência do amor. Certamente quem pensa isso não poderia responder uma pergunta muito mais complexa, que me assombra todos os dias: É possível NÃO se apaixonar?
Minha pergunta não nega a existência do amor, como a pergunta das pessoas de quem falei. Na realidade procuro uma resposta que me mostre até onde vai o amor, a paixão e os demais sentimentos semelhantes que ainda não tiveram seus nomes estabelecidos. Eu quero saber DO FIM. Não aguento mais acordar todos os dias, me apaixonar por qualquer pessoa e não ser correspondido.
Quero saber do fim, porque é óbvio que ninguém é como eu. Então me soa bastante impossível eu me apaixonar por alguém em alguns minutos e esse alguém se apaixonar junto.
Percebi que, de certa forma, respondi algumas perguntas com essa minha dúvida. Se quero saber até onde vai o amor, significa que ele existe sim e que é possível se apaixonar de novo, mesmo com medo e mesmo não querendo.
Eu poderia lhes dizer o que é o amor. A maior dúvida de todo mundo é essa, não é? Infelizmente só posso contar a vocês que não é possível definir o amor, mas é possível definir como se ama. Cada pessoa sabe seu jeito de amar. Quem não sabe, ainda não descobriu o que é, mas vai descobrir.
O amor tem mil formas, mil jeitos, mil intensidades. Depende de quem ama. Posso dizer que a única característica comum ao amor que todo mundo tem, é a de que sentí-lo é algo inevitável.
Ter medo de sentir o amor, na intensidade que for, é algo que se sustenta por algum tempo sim. O medo afunda o amor como a força de duas mãos afundando uma bola em uma piscina. Até certo ponto é possível deixar a bola submersa, mas a pressão é tamanha que após um tempo, a bola força sua subida. Dá sim para segurar essa pressão no peito, mas por pouco tempo. Não adianta forçar a barra. No final, o amor vence sempre.
(Continua...)
quinta-feira, 4 de março de 2010
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